Braga ► Cultura
CULTURA
Artesanato, Gastronomia, Tradições e Festividades, Música,
Principais Eventos Anuais Fixos, Espaços de Cultura, Museus,
Salas de Espectáculos.
Artesanato
O artesanato bracarense é um dos artesanatos portugueses mais conhecidos internacionalmente, os cavaquinhos, violas e a Arte Sacra são os ex-libris.
Embora estes três sejam famosos, o artesanato Bracarense é mais diversificado, os artigos de linho (panos, colchas, cortinados...), os bordados, a cestaria, miniaturas em madeira, farricocos, bijuteria, ferro forjado (sinos, miniaturas, material para agricultura...), as louças tipicas de Braga coloridas e de forma atractiva, entre outros, são artigos tradicionais que facilmente se encontram nas ruas, ruelas ou nas zonas rurais nas imediações.
Gastronomia
Braga, como o resto do Minho tem uma gastronomia riquíssima.
O bacalhau assume-se como o prato de peixe favorito, a cidade é famosa pelas suas inúmeras receitas de bacalhau (bacalhau à Narcisa, bacalhau à Minhota (Braga), bacalhau à moda de Braga...).
O arroz de Pato, as papas de sarrabulho com rojões, a tripa enfarinhada, os farinhotes, os enchidos de sangue, o cabrito à moda de Braga, as frigideiras do Cantinho ou as da Sé, os rojões à moda do Minho, o frango "pica no chão", o vinho verde, o pudim à Abade de Priscos, o toucinho do céu, o bolo rei escangalhado, fidalguinhos, pederneiras, suplícios, paciências, entre muitos outros, fazem de Braga uma cidade de sabores.
Tradições e Festividades
* Festas de S. João - Os primeiros registos do S. João de Braga datam de 1515, data que pela primeira vez a Câmara Municipal assume a sua realização, mas que agregam muitos elementos comprovadamente mais antigos, como por exemplo a Procissão dos Santos do Mês de Junho, onde tradicionalmente aparece o carro com a Dança do Rei David, que apesar do nome, é de inspiração moçárabe. Estas festas repetem-se anualmente no dia 24 de Junho.
* Semana Santa - Páscoa - Durante toda essa semana os altares das Igrejas, cada um invocando uma cena da Paixão de Cristo, encontram-se decorados com flores e velas. Esta semana atrai muitos turistas à cidade. Os visitantes procuram essencialmente as grandes procissões nocturnas que se caracterizam pelas centenas de figurantes. Na quarta-feira realiza-se a tradicional procissão de Nossa Senhora da burrinha, na quinta-feira a procissão de Ecce Homo e, na Sexta-feira Santa, a solene Procissão Teofórica do Enterro do Senhor. Em todas elas se recriam quadros da história religiosa. Após a Vigília Pascal da madrugada de Domingo de Páscoa, conjuntos de pessoas saem de todas as igrejas da cidade para anunciarem a todas as casas a Ressurreição de Jesus, dando uma Cruz especialmente decorada a beijar aos residentes. Ao fim do dia, é habitual mais uma sessão de fogo-de-artifício, desta feita fogo "preso" onde rebenta uma figura de homem, simbolizando o suicida Judas, que traíra Jesus.
* Braga Romana - Reviver o Passado em Bracara Augusta. Braga regressa há 2000 anos, época em que integrava o Império Romano, evocando o seu quotidiano como cidade-capital da província da Gallaecia. Nestas festividades, que decorrem anualmente no início do mês de Junho, é recriado um mercado romano que é palco de artes circenses, representações dramáticas, simulações bélicas, personificações mitológicas, malabarismos, interpretações musicais e bailados da época de Bracara Augusta. Esta viagem no tempo inclui ainda a organização de uma escola romana, uma área de animação infantil e a tradicional recepção ao imperador Augusto, em que se procede à leitura do édito fundador e à nomeação do administrador da cidade. No dia da abertura dá-se o grandioso Cortejo Romano pelas ruas do centro histórico da cidade.
* Festas Académicas do Enterro da Gata - A primeira referência na imprensa relativamente ao "Enterro da Gata" reenvia-nos ao distante ano de 1889 e vem publicada no jornal "Aurora do Minho" com o título pomposo de "Enterro Xistoso". Lá se conta como um grupo de estudantes "para festejar o fim do ano e enterrar a gata" fizeram um "enterro xistoso e novo na espécie". A academia bracarense era então representada pelos estudantes do Liceu Nacional (hoje Escola Secundária Sá de Miranda), que estava sedeado no Convento dos Congregados. O primeiro interregno nas festividades aconteceu entre 1934/35 e 1959. Salazar usaria a mordaça para calar a irreverência aos minhotos. O luto decretado por Coimbra após as manifestações de 1969 levaria a segunda interrupção entre 1970 e 1989. No estudo solicitado em 1989 pela Associação Académica da Universidade do Minho ao director da Biblioteca Pública de Braga, Dr. Henrique Barreto Nunes, concluiu-se que o 1º Enterro da Gata se havia realizado em Maio de 1889. Assim, e passados exactamente 100 anos sobre o seu nascimento, era retomada a tradição, agora nas mãos dos estudantes da jovem Universidade do Minho. A "gata" representa o indesejado insucesso escolar. É feito um velório em que a "Gata" é transportada pelas artérias da cidade seguida por um séquito que não pára de chorar a "finada". As festas têm a duração de uma semana e realizam-se todos os anos no início do mês de Maio.
* Festas Académicas do 1.º de Dezembro - Reza a História que os Estudantes da Cidade de Braga no ano de 1640, com o intuito de comemorar a restauração da independência, sairam à rua. No meio da folia, estes jovens assaltaram galinheiros e celebraram o acontecimento bebendo e comendo um prato típico chamado "Frango Pica No Chão". A tradição do jantar do 1.º de Dezembro é ainda seguida pelos estudantes da cidade.
* Procissão dos Passos - realiza-se em: Real (terceiro Domingo antes da Páscoa), Celeirós (segundo Domingo antes da Páscoa), Cabreiros (terceiro Domingo de Quaresma) e Braga (Domingo de Ramos).
* Peregrinações ao Sameiro - Realiza-se no primeiro Domingo de Junho, último Domingo de Agosto e oito de Dezembro.
* Procissão do Corpo de Deus - A primeira "manifestação" pública, foi proposta aos Católicos como uma forma de afirmarem publicamente a sua crença no Santíssimo Sacramento da Eucaristia, isto é, que o pão e vinho se transubstanciavam efectivamente no Corpo e Sangue de Cristo. É, por isso, uma procissão diferente das restantes: aqui não há quadros explicativos da história religiosa, apenas a expressão do culto ao Santíssimo Sacramento, tansportado pelo Arcebispo. Foi nesta procissão em Braga que, em 1923, pela primeira vez se mostraram ao público os Escuteiros do Corpo Nacional de Escutas, pelo que é tradicional que nesta procissão apenas os Escuteiros constituam corpo participativo, ao invés de apenas contribuírem para a sua organização como na Semana Santa.
* Peregrinação à Sra. da Cabeça - Mire de Tibães (segundo Domingo de Julho)
* Romaria de Santa Marta - Realiza-se nos Montes da Falperra e Santa Marta, dia vinte e nove de Julho.
* Festas dos Patronos - Por toda a cidade, cada paróquia celebra a festa do seu patrono. São particularmente conhecidas as de São Vicente e da "Cónega" (nome dado à zona ao fundo do Campo da Vinha e Rua da Boavista)
Dia da Cidade - Celebra-se no dia de São Geraldo, padroeiro da cidade de Braga, a 5 de Dezembro. É uma celebração de cariz oficial, com sessão solene e entrega de medalhas da cidade, não havendo festa popular. De salientar ainda a especial decoração da Capela de São Geraldo na Sé Catedral, que neste dia é enfeitada com fruta.
Música
Ao longo dos séculos a música em Braga foi profundamente marcada pela música popular, folclore e música religiosa ou Sacra.
Em 1961, a instalação do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian abre os horizontes musicais da cidade.
Nas décadas seguintes assiste-se a uma expansão musical, que continua a crescer nos nossos dias com a Universidade do Minho.
Na cidade existem ainda várias instituições de referência nomeadamente a Orquestra Câmara do Minho, Orquestra Câmara de Braga, o Conservatório Calouste Gulbenkian de Braga, o Conservatório de Música de Braga, o Orfeão de Braga, o Coro da Sé de Braga, o Coro Gregoriano de Braga, a Banda de Musical de S. Miguel de Cabreiros, o Coro Académico da Universidade do Minho, 23 ranchos folclóricos, entre outros.
Braga, tem-se também afirmado no panorama da música moderna portuguesa com o surgimento desde os anos 80 de várias bandas de referência.
Destas bandas, a que mais se tem destacado tem sido o grupo "Mão Morta".
Como incentivo a este tipo de música, a Câmara Municipal de Braga criou no estádio 1º de Maio várias salas de ensaio.
Simultâneamente existem também inúmeros concursos musicais dos quais se destaca por exemplo o "Concurso de Bandas Amadoras" do Braga Parque.
Principais Eventos Anuais Fixos
* Encontro de cantares de "Reis e Janeiras" - Janeiro
* Programa "Comédia em Movimento" - entre Janeiro a Março
* Braga Jazz - Março
* AGRO, Feira Internacional da Agricultura, Pecuária e Alimentação - Março
* FUMP, Festival Universitário de Música Popular - Março
* Feira do Livro de Braga - Abril
* Festival de Teatro da Nova Comédia Bracarense - Abril e Maio
* Encontros da Imagem - Setembro
* FITU Brácara Augusta, Festival Internacional de Tunas Universitárias - Maio
* Encontro Internacional de Gigantones e Cabeçudos - Junho
* Mimarte, Festival de Teatro de Rua de Braga - Julho
* Festival Internacional de Folclore de Braga - Agosto
* "Artis Facta" - Entre Setembro a Dezembro
* TROVAS, Festival de Tunas Femininas - Outubro
* Grande Prémio Agulha de Ouro - Novembro
* CELTA, Certame Lusitano de Tunas Académicas - Dezembro
Espaços de Cultura
* Casa dos Crivos
* Mercado Cultural do Carandá
* Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva (Bibliopólis)
* Biblioteca Pública de Braga
* Theatro Circo
* Casa do Professor
* Parque de Exposições de Braga
* Auditório Municipal
* Auditório Galécia
* Conservatório de Música Calouste Gulbenkian
* Auditório Adelina Caravana
* Auditório Madalena Sá e Costa
* Auditório Instituto Português da Juventude
* Auditório do TUM
* Auditório São Frutuoso
* Centro Social e Cultural de Santo Adrião
* Salão Medieval da Universidade do Minho
* Espaço Internet de Braga
* Espaço Alternativo
* Galeria Avonazaky
* Galeria Arte Forma
* Galeria Cal Viva
* Galeria Escasso
* Galeria Espaço Real
* Galeria F. G. Machado
* Galeria Forum Arte Bar
* Galeria Paula Fampa
* Galeria Santo António
* Galeria Sépia
* Galeria Belo Belo
* Galeria Ikon
* Galeria da Junta de Freguesia de S. Víctor
* Galeria da Junta de Freguesia de S. Lázaro
* Galeria da Universidade
* Galeria Arte D'Artes
* G'Arte
* Galeria Mário Sequeira
* Livraria Almedina
* Livraria Centésima Página
* Centro da Associação Cultural Nova Acrópole
* Arte Total - Centro de Educação pela Arte
* Pedro Remy Cabeleireiro & Espaço Cultural
* Torre de Menagem
* Velha-a-Branca - Estaleiro Cultural
* Quinta de Infias
Museus
A cidade bimilenar de Braga, que atravessou épocas distintas, é detentora de um património rico e variado de tradições e costumes seculares, de artes antigas, marcadas profundamente pela presença do clero.
Parte deste acervo está exposta nos museus, e é fruto de anos investigação e preservação.
Os museus de arqueologia Museu Regional de Arqueologia D. Diogo de Sousa e Museu Pio XII possuem uma enorme colecção arqueológica.
As colecções, na grande maioria, são provenientes de escavações realizadas em Braga, de acordo com critérios científicos actuais.
Existem também núcleos museológicos (com o objectivo de expor ruínas arqueológicas), entre os quais o Núcleo Museológico de Lamas, a Fonte do Ídolo ou as Termas romanas de Maximinos são exemplo disso (ver secção de Arqueologia).
Os museus Museu Pio XII, Tesouro Museu da Sé Catedral e Museu do Mosteiro de Tibães são museus mistos.
Estes museus de origem religiosa expõem de uma maneira geral o património religioso, arqueológico, histórico, cultural, e artístico da região.
O Palácio dos Biscaínhos convertido em museu, é um espaço onde se pode apreciar o quotidiano da nobreza setecentista.
As artes, ao longo das últimas décadas, foram o tema principal para abertura de novos museus na cidade.
O Museu Nogueira da Silva, gerido pela Universidade do Minho, detém variadas colecções de arte.
O Museu Medina expõe a maior colecção de obras, mais de uma centena, de Henrique Medina.
O Museu dos Cordofones está ligado à arte dos cordofones.
Na área da fotografia, o Museu da Imagem reúne uma vasto espolio herdado das antigas casas fotográficas da cidade sobre Braga e tem exposições regulares de fotografos conceituados.
O Theatro Circo, em fase de reconstrução, irá possuir também uma zona museológica.
A cidade de Braga possui um património de valor incalculável, mas só parte deste se encontra nos seus museus.
Durante o século XX, com a extinção de vários conventos, casas senhoriais, entre outros por parte do governo da época, deu-se a deslocalização deste espólio bracarense para vários museus de Lisboa.
Segundo o governo de então: "Braga não tinha condições para acolher e preservar este legado, mas se num futuro as possuísse, este seria devolvido à cidade".
Actualmente a cidade já possui equipamentos para o seu acolhimento e é unânime entre os bracarenses que o mesmo deverá retornar a Braga.
Salas de Espectáculos
O Theatro Circo, inaugurado em 1911, é a mais prestigiada sala de espectáculos bracarense.
A sala principal do Theatro Circo, de estilo italiano, possui mil lugares e um dos melhores sistemas de som da Europa.
O Espaço Alternativo, teatro da Portugal Telecom, e o Teatro de bolso do TUM (Teatro da Universidade do Minho) são também salas de espectáculos ligadas ao teatro.
Ao longo das últimas décadas, face ao crescimento de cidade, foram construídos vários auditórios.
Estes teatros multiusos modernos têm um grande impacto na sociedade bracarense, não só como espaços culturais, mas também como espaços aptos para a realização de conferencias, congressos, palestras e apresentações.
Dos grandes auditórios bracarenses, destaca-se o Grande Auditório do PEB (Parque de Exposições de Braga) com 1200 lugares, o Auditório de Estádio Municipal de Braga e o Auditório A1 da Universidade do Minho.
Existem também outros auditórios na cidade, que embora de menor dimensão têm grande actividade ao nível cultural, destes destaca-se o auditório da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, o Auditório Municipal Galécia, o Auditório Instituto Português da Juventude, o Auditório Adelina Caravana do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, e os vários auditórios da Universidade do Minho e da Universidade Católica.
Ao longo de décadas o São Geraldo foi a sala de cinema dos bracarenses, actualmente esta mítica sala está fechada e sem possibilidade de uma provável reabertura.
Hoje em dia os espaços a funcionar na cidade são os cinemas Cinemax e Lusomundo com sete de salas projecção cada.
Existe também o cinema GoldCenter, mas possui apenas uma sala.
A Câmara Municipal de Braga tem também uma rede de videotecas onde os cidadãos podem ver filmes gratuitamente.
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